
tac-tic
O tempo que corre,
cronológico ou metereológico,
nunca caminha em vão.
É um trem que passa,
apressado, pela linha da vida.
Sem deixar espaços vazios,
a quem se perde em lhe contemplar.
O tempo que corre,
mostra passado, presente e futuro.
Tudo o que nunca se perdeu.
Tudo o que não se encontrou.
Tudo o que um dia se quis.
E tudo que nunca se terá.
O tempo que corre,
contra nós e a favor dele,
deixa muito mais do que marcas, dias, ou nuvens.
Traz consigo nova esperança,
da mesma forma que aproxima do fim.
O tempo que corre,
passa devagar para poucos,
rápido para muitos,
e se encerra para todos com uma única certeza:
Todo tempo tem seu fim.
E o segredo
está no inverso dos ponteiros.
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Um comentário:
Lindo poema, Tathy.
Aliás, maduro demais para alguém tão nova ... me emocionei.
Bjs,
Eduardo
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