sexta-feira, outubro 20, 2006


tac-tic


O tempo que corre,

cronológico ou metereológico,

nunca caminha em vão.

É um trem que passa,

apressado, pela linha da vida.

Sem deixar espaços vazios,

a quem se perde em lhe contemplar.

O tempo que corre,

mostra passado, presente e futuro.

Tudo o que nunca se perdeu.

Tudo o que não se encontrou.

Tudo o que um dia se quis.

E tudo que nunca se terá.


O tempo que corre,

contra nós e a favor dele,

deixa muito mais do que marcas, dias, ou nuvens.

Traz consigo nova esperança,

da mesma forma que aproxima do fim.


O tempo que corre,

passa devagar para poucos,

rápido para muitos,

e se encerra para todos com uma única certeza:

Todo tempo tem seu fim.

E o segredo

está no inverso dos ponteiros.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo poema, Tathy.

Aliás, maduro demais para alguém tão nova ... me emocionei.

Bjs,
Eduardo